sábado, 29 de novembro de 2008

Doses Homeopáticas.

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O amor não morre, não pra mim. O amor só esquece de recomeçar. O amor não desaparece, ele cala, vai falando baixinho até o coração perdoar. Ao fechar os olhos, sem notar minha timidez, lembro que ainda gosto dela.

Tenho medo de que o que há por vir apague a memória dos dias junto à ela. Por mais cuidado que se tome para não se lembrar da saudade, em certo momento ela nos pega. É como se ela fosse embora todos os dias, deixando-me assim, órfão daquele maravilhoso sorriso. Percebo que amava tanto, que acabei me esquecendo de viver o amor como se deveria.

Gestos, palavras, olhares, cumplicidade, contornos, entornos, tudo vai se aquietando. A lembrança do que foi vivido e que hoje já não mais se tem é o que mais dói e o que nos deixa com aquele medo de tentar de novo. Maravilhoso ter morrido de amor.

O começo de um grande amor é difícil,
Depois, mais difícil se torna
Quando bem como aconteceu
Sem ao menos começar.

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