sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Deixa assim.

Sou a favor em dar um tempo. Certos clichês, de tão usados, tornam-se tão violentos e incompreensíveis quanto verdades absolutas. Sou a favor desse tempo, acredito ser a forma de sair aos poucos de um relacionamento, sem pratos quebrados, sem rasgar fotos, sem agressões verbais, sem a explosão da despedida final.

Sou a favor do tempo; é com ele que colocamos a cabeça no lugar, respiramos fundo, acalmamos a alma. Concordo que dar um tempo é covardia, que é falta de coragem para dizer que tudo acabou, concordo também que esse tempo é um “tchau” que não teve a convicção de um Adeus, é um gesto canalha, honesto, ainda que triste.

Dar um tempo às coisas é um jeito educado de faltar com educação, tem um “quê” de indiferença, beira o cinismo.

Nesse “novo” ano vou pedir um tempo ao mundo, à vida. Só volto quando as coisas estiverem no ritmo do meu samba, até lá; Sugiro café e cigarros.

Um comentário:

raiodesol disse...

eu a-do-ro teus textos,você sabe disso,mas confesso,que tenho medo desse seu pessimismo ou sacarsmo, sei lá, depende de até onde é verdade e não é!...
enfim

Que este ano não seja acompanhado por cigarros e café, ambos deixam os dentes amarelos...
que tal saúde, paz, pouco amor, muito riso, e o triplo de beijo na boca?!
fala sério, se não é uam idéia melhor?! rsrsrs


Beijão...