Amar;
Fechei os olhos para não te ver
e a minha boca para não dizer...
E dos meus olhos fechados desceram lágrimas que não enxuguei,
e da minha boca fechada nasceram sussurros
e palavras mudas que te dediquei...
Mário Quintana.
A sensibilidade do que sentia por ela ultrapassava o inusitado, encontrava no cotidiano momentos de pura felicidade. Sorria feito um bobo pelos cantos, tropeçava sozinho em meus suspiros. Tudo nela me provocava encantamento. E justo eu, que sempre fui convicto de minha descrença pela humanidade, agora me sinto desesperado sem ela.
Hoje, trago em mim a saudade de alguém que envolvi em sonhos e se tornou apenas miragem. Terno como um sorriso que surge do nada, sem pedir, sem cobrança, simples de coração. “Falais baixo se falais de amor”. No final, descobri que não amava como queria, só amava como podia.
E sobrevivo apesar de mim, depois de mim, antes de mim, em mim, só não sei ao certo se sobrevivo sem ela.
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