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Não tenho mais porque esperar. Eu venho falar de amor, eles transformam tudo em um grande circo. Eu venho falar de sentimentos, eles transformam tudo em uma grande festa. Eu venho falar simples de coração, eles fazem de mim a piada da vez. As pessoas transbordam em superficialidade, riem do que outrora era sinônimo de vida. Já não tenho mais a quem recorrer, já não tenho com quem conversar, já não tenho em quem mais concentrar os olhos . Estou só, perdido e sem nenhuma vontade de continuar aqui.
Alguém berra; “cachorra, safada, piriguete...” e é ovacionado, eu escrevo sobre o amor em pedacinhos de papel e sou motivo de risada. Esse mundo não é pra mim, eu vou embora. O espaço entre essas pessoas e o meu exagero poético é o de uma vida.
Bem mais cômodo é dizer que sou estranho, bem mais cômodo dizer que invento meus traumas, que o que sinto não existe, bem mais cômodo dizer que sou assim porque quero e não porque estou doente.
De pouca coisa sentirei falta, vou embora sem me despedir, até porque meu coração não encontraria paz entre as palavras. Não tenho mais vontade de freqüentar a vida, do abandono das tardes de Outubro ao exílio da minha incompetência antecipada, não tenho mais porque esperar, pois retiro da falta de assunto, a solidão que me consome aos poucos.
Um comentário:
nóssaa mto original seu poema!
vcÊ não é doente vcÊ é romanticoo,
vcÊ é inspiradooo! :]
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