Eu me desculpo pelas mentiras que contei, pelos amores que inventei, pelas paixões que não amei.
Desculpo-me pelas festas que não fui, pelas festas que fui e não dancei.
Desculpo-me por ficar no canto ciscando a latinha de refrigerante, em pé, encostado na parede ou sentado fingindo estar me divertindo.
Desculpo-me por minha ânsia de fazer todos viverem a minha vida e não vivê-la eu mesmo.
Desculpo-me pelas palavras que poderia não ter dito, pela distância que sobra na cama, por esnobar teus amigos e desfigurar teus santos.
Desculpo-me pelos problemas que criei para enfrentar os meus tormentos.
Desculpo-me por não superar meus demônios. Eu me desculpo para fazer de novo.
Desculpo-me por te procurar e não ter nada a dizer, por deixar a tristeza esfriar todos os meus sentimentos.
Desculpo-me por não saber dosar a medida certa de açúcar no café e nem por saber expressar o carinho e o afeto que ela merecia.
Desculpo-me por tentar cavar minha própria cova enquanto construía o muro que me separa do mundo.
No mais, meus devaneios desculpam-se em meu lugar.
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