Lembro-me sempre de atitudes que nunca tomei. Atitudes que provavelmente mudariam o curso de uma vida. “Pensar menos, agir mais”. Deveria dar mais atenção a isso. No entanto, meu pessimismo grita do outro lado que nem toda a linguagem pode falar tudo. Que nem toda a expressão pode salvar o momento.
Nem todo o tempo que tive para tomar alguma atitude e mudar o curso de minha linha de pensamento foi suficiente.O que não se entende a tempo ainda é tempo.
Melhor mesmo seria ignorar minhas idéias e juntar-me aos outros. Seria mais fácil deixar para trás os tormentos e cair na folia do carnaval. Deixar o samba correr pelas veias. Deixar a badalação tomar conta do meu personagem. Deixar os agitos das festas de final de semana anestesiarem os meus rancores.
Quando se guia por linhas tão negativas, passa-se a duvidar dos próprios argumentos.Não há mais certeza sobre a própria voz. Não há mais certeza sobre o futuro. E se não há futuro, não se faz necessário posturas que vislumbrem o bem estar do amanhã.
O meu negativismo passou a ser algo bem maior do que a realidade permitiu. Os sonhos tornaram-se opacos.
Deveria ter rezado de joelhos. Creio que ter rezado em pé na infância não fora suficiente para garantir um futuro agradável. Agora acredito que seja tarde de mais.
Aos poucos, acostuma-se com a idéia de morrer preso nesse lugar. Sem nem ao menos ter vivido 1 milésimo das aventuras que anuncia a novelinha teen das 6.
Não vejo mais necessidade em sustentar supostas amizades. Não vejo necessidade em procurar algum relacionamento. Não vejo necessidade de ajudar ninguém. Não vejo necessidade em interagir. Prefiro ficar calado. Calado, ao menos, mantenho a postura da arrogância.
De agora em diante façamos assim: Permita-me terminar o que nem começou para que minha falta de assunto não mate suas expectativas.
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